Conhecimentos Gerais: O início da era atômica

Historicamente, considera-se que a era atômica começou nos anos 30 do século XX. Em meados daquela década, os físicos queriam produzir um elemento chamado transurânio, com número atômico maior que o do urânio, que é o 92.

Bombardeavam o núcleo do urânio com nêutrons para que ele se transmutasse num elemento de número 93. Depois de experiências sucessivas, o físico-químico alemão Otto Hahn descobriu a tal fissão nuclear, em 39. Foi a senha para se chegar à bomba atômica.

Durante as experiências, Hahn e sua colega Lise Meitner, encontraram traços de bário (de número atômico 56) ao contrário do esperado elemento 93. Meitner que era judia-austríaca, fugiu dos nazistas para a Suécia. Hahn prosseguiu com outro colaborador, Fritz Strassman, que achava que o bário só poderia ter se formado se o núcleo do urânio tivesse partido em dois, ou seja, uma fissão do núcleo. Em 44, Hahn recebeu o Nobel de Química.

Outro físico, o dinamarquês Niels Bohr, avançou nas pesquisas. Descobriu que a fissão nuclear provoca grande quantidade de energia, além de radioatividade e de um nêutron. Ele observava que, em geral, só núcleos pesados como o do urânio podem ser induzidos a se partir. Mas é preciso ser um tipo específico de urânio, o 235, que não é facilmente encontrado na natureza. E mais: para uso industrial, Bohr dizia que, era preciso ser produzido a partir de um isótopo mais abundante, o urânio 238. Este, ao ser bombardeado com nêutrons, transforma-se no netúnio – o elemento 93 – que tanto se buscava.

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